Marcelo Jeneci revisita 'Fazenda Santo Antônio', de Jorge de Altinho, no ápice do mergulho interior do álbum 'Solo'

  • 29/11/2025
(Foto: Reprodução)
Marcelo Jeneci canta música de Alceu Valença, 'Como dois animais' (1982), entre os temas autorais do roteiro do show 'Solo' Reprodução / Facebook Marcelo Jeneci Capa do álbum 'Solo – Ao vivo', de Marcelo Jeneci Divulgação ♫ OPINIÃO SOBRE ÁLBUM Título: Solo – Ao vivo Artista: Marcelo Jeneci Cotação: ★ ★ ★ 1/2 ♬ Em 2001, ao lançar o álbum Cantigas de vaquejada, o cantor e compositor pernambucano Jorge de Altinho apresentou composição que se destacaria na obra autoral do artista, Fazenda Santo Antônio, flash nostálgico da infância vivida em Altinho (PE), munícipio do interior incorporado ao nome artístico de Jorge Assis de Assunção. Paulistano que também viveu parte da infância em Pernambuco, Marcelo Jeneci entende e realça a melancolia entranhada nos versos de Fazenda Santo Antônio em belo e íntimo registro da música no estilo voz e sanfona. A gravação ao vivo é um dos destaques de Solo – Ao vivo, sexto título da discografia iniciada por Jeneci há 15 anos com o estupendo álbum Feito pra acabar (2010). Primeiro registro audiovisual de show do artista, Solo é álbum ao vivo conceituado por Jeneci como “um mergulho no som, no silêncio, em mim”. Lançado ontem, 28 de novembro, o álbum Solo eterniza a performance de Jeneci como one man show, tocando todos os instrumentos (a sanfona e um arsenal de teclados) e cantando um repertório em grande parte composto pelo próprio artista, em apresentação captada no Teatro Solar de Botafogo, na cidade do Rio de Janeiro (RJ). Fora do trilho autoral, além de Fazenda Santo Antônio, há somente Como dois animais (Alceu Valença, 1982), música desatentamente grafada em Solo com o título abreviado para Dois animais. Ainda que as versões solitárias de canções autorais como Amado (Marcelo Jeneci e Vanessa da Mata, 2007) e Felicidade (Marcelo Jeneci e Chico César, 2010) – joia de leveza – percam no confronto com os registros originais de estúdio, é preciso louvar o artista pela performance de dez minutos que faz jus ao requinte da música Feito pra acabar (Marcelo Jeneci, José Miguel Wisnik e Paulo Neves, 2010), abordada no álbum homônimo com sublime arranjo orquestral. Álbum amparado pela polivalência de Jeneci, Solo – Ao vivo ainda tem o mérito de acrescentar duas músicas à discografia do cantor, compositor e músico. A chuva amplia a parceria de Jeneci com Arnaldo Antunes. Já Fome do metal, parceria com Jonas Sumaúma, parece assentada sob árido solo de sertão nordestino. Enfim, o ideal é que um compositor do porte de Marcelo Jeneci estivesse lançando com regularidade álbuns gravados em estúdio com repertório autoral e com produção musical digna da grandeza da obra. Contudo, o mercado é cruel. Tanto que o disco Solo chega ao mundo sem alarde fora do universo particular do artista. Mas merece ser ouvido. Nem que seja para aplaudir o mergulho interior de Jeneci na Fazenda Santo Antônio de Jorge Altinho. Marcelo Jeneci lança o álbum 'Solo – Ao vivo', captado em show no Teatro Solar de Botafogo, no Rio de Janeiro (RJ) Reprodução / Facebook Marcelo Jeneci

FONTE: https://g1.globo.com/pop-arte/musica/blog/mauro-ferreira/post/2025/11/29/marcelo-jeneci-revisita-fazenda-santo-antonio-de-jorge-de-altinho-no-apice-do-mergulho-interior-do-album-solo.ghtml


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