Letrista essencial do Clube da Esquina, Márcio Borges completa 80 anos como o poeta dos sonhos da linda juventude

  • 31/01/2026
(Foto: Reprodução)
Márcio Borges chega aos 80 anos com álbum com parcerias com o irmão Lô Borges (1952 - 2025) no (belo) horizonte Isabel Borges / Divulgação ♫ ANÁLISE ♬ Ao morrer em 2 de novembro, aos 73 anos, o cantor, compositor e músico mineiro Lô Borges (1952 – 2025) deixou pronto um álbum composto inteiramente por parcerias inéditas com o irmão letrista Márcio Borges, tal como o álbum “Muito além do fim” (2021), lançado há cinco anos por Lô. Tornado forçosamente póstumo com a partida de Lô, esse próximo álbum com letras de Márcio Borges se chama “A estrada” e já desponta no (belo) horizonte, com lançamento previsto para este ano de 2026. Além de ampliar o cancioneiro de Lô Borges, compositor que deixou obra pautada por melodias e harmonias requintadas, o álbum “A estrada” celebra os 80 anos que Márcio Borges completa hoje. Nascido em 31 de janeiro de 1946, em Belo Horizonte (MG), Márcio Hilton Fragoso Borges é um dos letristas fundamentais do cancioneiro do Clube da Esquina, sendo tão importante quanto Fernando Brant (1946 – 2015) e Ronaldo Bastos. Escrita sob prisma mineiro e com referências brasileiras, mas sem deixar de soar universal pelo alcance poético dos versos, a obra musical de Márcio Borges é marcada por lirismo que abarca melancolia, fé no sagrado, crença nos sonhos que não envelhecem, a luminosidade da linda juventude e a força gregária da amizade. Talvez o público nem se dê conta da importância de Márcio Borges como letrista, pois o compositor sempre atuou nos bastidores da criação, fora dos holofotes, mas são dele os versos de músicas de Lô como “Para Lennon & McCartney” (1970, com adesão de Brant na parceria), “Tudo que você podia ser” (1972), “Um girassol da cor de seu cabelo” (1972), “Não se apague esta noite” (1972), “Equatorial” (1979, com a adesão de Beto Guedes) e “Quem sabe isso quer dizer amor” (2002). Já “Vento de maio” (1979) é assinada por Márcio com outro irmão do musical clã mineiro, Telo Borges, também parceiro de Márcio em “Alma de borracha” (1986), música-título de álbum de Beto Guedes. Eleito para Academia Mineira de Letras (AML) neste mês de janeiro de 2026, Márcio Borges tem parcerias emblemáticas com Milton Nascimento, mentor do gregário movimento musical dos anos 1970 que seria rotulado como Clube da Esquina. Márcio Borges, a propósito, é o letrista das duas músicas intituladas “Clube da Esquina”, uma de 1970 e outra de 1972, ambas assinadas com Milton e Lô, sendo que a letra da segunda foi escrita posteriormente por Márcio em 1979 a pedido da cantora Nana Caymmi (1941 – 2025). Além dessas duas obras-primas, a parceria com Milton rendeu joias como “Crença” (1967), “Gira girou” (1967), “Vera Cruz” (1968), “Tarde” (1969), “Viola violar” (1973), “Os povos” (1976), “Novena” (1978), “O que foi feito de Vera” (1978), “Txai” (1990) e “Os tambores de Minas” (1997). Com Beto Guedes, Márcio Borges fez músicas como “Contos da lua vaga” (1981), composição que deu nome a álbum de Beto. Com Flávio Venturini, Márcio criou “Planeta sonho” (1980, com a adesão de Vermelho na parceria) e “Linda juventude” (1982), sucessos da banda 14 Bis que traduzem a alma lírica deste poeta já octogenário que tem uma estrada pela frente. Afinal, assim como os sonhos, as almas dos poetas tampouco envelhecem.

FONTE: https://g1.globo.com/pop-arte/musica/blog/mauro-ferreira/post/2026/01/31/letrista-essencial-do-clube-da-esquina-marcio-borges-completa-80-anos-como-o-poeta-dos-sonhos-da-linda-juventude.ghtml


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